Jorge Borges

O professor contra a bolha algorítmica

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Sinopsis

Há uma pergunta que se instala, silenciosa mas insistente, em todas as salas de professores do mundo: o que será de nós quando a IA entrar de vez na escola? Um estudo recente da Ed3 — organização sem fins lucrativos dedicada à preparação de educadores para a era da IA — foi procurar a resposta onde ela faz mais sentido: junto dos próprios professores.O Portrait of a Teacher in the Age of AI Survey, realizado no outono de 2025 nos Estados Unidos, recolheu as perspetivas de 1 147 educadores do ensino básico e secundário (K–12) sobre a forma como a inteligência artificial está a influenciar o seu trabalho quotidiano e sobre o futuro que anteveem para a profissão. Os resultados, publicados em março de 2026, desenham um retrato surpreendentemente matizado — longe tanto do entusiasmo acrítico como do medo paralisante.E se as respostas vêm de docentes norte-americanos, as questões que levantam são universais. Valem para quem ensina em Lisboa, no Porto ou em qualquer escola onde o ChatGPT já faz parte do vocabulário