Jorge Borges

  • Autor: Vários
  • Narrador: Vários
  • Editor: Podcast
  • Duración: 189:41:14
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Informações:

Sinopsis

Welcome to Jorge Borges, where amazing things happen.

Episodios

  • O Défice Escondido

    08/08/2026 Duración: 07min

    Um novo estudo de Miguel Faria e Castro (Federal Reserve Bank de St. Louis) mede, pela primeira vez de forma sistemática e atualizada, o que uma década de subinvestimento fez ao stock de capital público português — e o que isso já custou em PIB.

  • O custo invisível das contas certas

    08/08/2026 Duración: 24min

    Onde se analisa a acentuada degradação do investimento público em Portugal, sublinhando que o stock de capital estatal regrediu para níveis do início do milénio. O autor argumenta que o equilíbrio das contas públicas foi alcançado à custa da negligência de infraestruturas essenciais, como hospitais e redes de transporte, em favor do aumento de gastos com salários e prestações sociais. Esta estratégia resultou numa dependência excessiva de fundos europeus, retirando autonomia ao Estado para definir as suas próprias prioridades estratégicas nacionais. O artigo alerta que a falta de manutenção dos ativos públicos funciona como um défice oculto que compromete o crescimento económico futuro e a qualidade dos serviços. Em suma, Portugal é descrito como um país que consome o seu património para financiar o presente, sacrificando a competitividade e o bem-estar das gerações vindouras.

  • O espelho de narciso

    06/08/2026 Duración: 07min

    Onde se explora a evolução histórica do mito de Narciso, analisando como esta narrativa clássica de autoelogio e obsessão pela imagem foi reinterpretada ao longo dos séculos. Através de uma exposição na Biblioteca Nacional da Áustria, as fontes apresentam quatro perspetivas distintas: a poesia metamórfica de Ovídio, a sátira moral de Sebastian Brandt, o estudo botânico de Matthias de l'Obel e a teoria psicanalítica de Sigmund Freud. O texto destaca que Narciso deixou de ser apenas uma figura literária para se tornar um conceito científico e clínico, influenciando a compreensão moderna da identidade. Atualmente, esta herança cultural serve como ferramenta pedagógica para debater a autoimagem digital e o fenómeno das selfies em contexto escolar. A análise sublinha como o espelho de água original se transformou nos ecrãs das redes sociais, exigindo uma nova literacia sobre a forma como os jovens se veem a si mesmos.

  • Do mito de Narciso ao ecrã tátil

    06/08/2026 Duración: 23min

    Onde se explora a evolução histórica do mito de Narciso, analisando como esta narrativa clássica de autoelogio e obsessão pela imagem foi reinterpretada ao longo dos séculos. Através de uma exposição na Biblioteca Nacional da Áustria, as fontes apresentam quatro perspetivas distintas: a poesia metamórfica de Ovídio, a sátira moral de Sebastian Brandt, o estudo botânico de Matthias de l'Obel e a teoria psicanalítica de Sigmund Freud. O texto destaca que Narciso deixou de ser apenas uma figura literária para se tornar um conceito científico e clínico, influenciando a compreensão moderna da identidade. Atualmente, esta herança cultural serve como ferramenta pedagógica para debater a autoimagem digital e o fenómeno das selfies em contexto escolar. A análise sublinha como o espelho de água original se transformou nos ecrãs das redes sociais, exigindo uma nova literacia sobre a forma como os jovens se veem a si mesmos.

  • Conflitos na Sala de Aula

    06/08/2026 Duración: 07min

    Um aluno recebe, no corredor, um comentário que o ofende profundamente. Nesse segundo, atravessam-lhe a cabeça, quase ao mesmo tempo, três reações distintas: a vontade imediata de responder também com agressividade, o cálculo rápido de que essa resposta pode agravar a situação diante dos colegas, e uma terceira voz, mais silenciosa, que lhe recorda que não é assim que quer ser visto. Não é preciso saber quem foi Freud para reconhecer esta cena. Mas foi Freud quem, há mais de um século, deu a esta cena um mapa com nomes precisos.

  • Id, ego e superego: o mapa que Freud deixou para os conflitos de qualquer sala de aula

    06/08/2026 Duración: 11min

    Porque fazemos, tantas vezes, aquilo que sabemos que nos vai prejudicar? Em 1923, Sigmund Freud propôs uma resposta que reorganizou a psicanálise: a vida psíquica resulta de um conflito permanente entre três instâncias — o id, o ego e o superego. O modelo já não é aceite, hoje, como explicação científica rigorosa do funcionamento da mente, mas continua a oferecer, também a uma escola portuguesa, um vocabulário preciso para nomear a distância entre o impulso, a realidade e a norma.

  • O legado oculto de Homero

    05/08/2026 Duración: 07min

    Uma professora comenta, na sala de professores, que a primeira semana de aulas «foi uma verdadeira odisseia». No computador ao lado, alguém avisa que não deve abrir aquele anexo de correio eletrónico, porque pode ser um «cavalo de Troia». Mais adiante, um aluno mais velho descreve o antigo diretor de turma como «o meu mentor», e um colega, ao ouvir o professor de Educação Física dar instruções do outro lado do pavilhão, comenta que ele tem «uma voz estentórea». Nenhuma destas pessoas está a pensar em literatura grega. Ou talvez esteja, sem saber: todas acabaram de invocar Homero.

  • Heróis gregos escondidos no português atual

    05/08/2026 Duración: 18min

    Quando um colega descreve o trajeto até à escola como «uma verdadeira odisseia», ou quando o técnico de informática avisa para não abrir um anexo por poder ser um «cavalo de Troia», ninguém está a citar a Ilíada ou a Odisseia. Ou talvez esteja: há quase três mil anos que Homero se infiltrou, sem que a maioria dê por isso, no português do dia a dia. Este artigo percorre essa herança — de «mentor» a «estentóreo», do «canto de sereia» ao «calcanhar de Aquiles» — e propõe uma forma de a levar para a sala de aula.

  • Repensar o Ministério da Educação | Pedro Santa Clara e Marçal Grilo

    05/08/2026 Duración: 08min

    Conversa entre Pedro Santa Clara e Eduardo Marçal Grilo oferece uma reflexão profunda sobre a evolução e os desafios do sistema educativo português nos últimos cinquenta anos. Os interlocutores destacam conquistas históricas, como a erradicação do analfabetismo e a democratização do ensino superior, mas alertam para a obsolescência do atual modelo industrial face à inteligência artificial. Defendem acerrimamente a autonomia real das escolas, criticando a centralização excessiva do Ministério da Educação e a rigidez burocrática que impede a inovação pedagógica. O debate foca-se na necessidade de substituir a uniformidade por um sistema que valorize o talento individual, a criatividade e a liberdade de escolha das famílias. Por fim, exploram-se alternativas para o acesso à universidade e novos modelos de aprendizagem, como o da Escola 42, que privilegiam a agência do aluno. O texto sublinha que a educação deve preparar os jovens para um futuro imprevisível, exigindo uma rotura com o dogmatismo estatista.

  • Para que serve o Ministério da Educação

    05/08/2026 Duración: 16min

    A conversa entre Pedro Santa Clara e Eduardo Marçal Grilo oferece uma reflexão profunda sobre a evolução e os desafios do sistema educativo português nos últimos cinquenta anos. Os interlocutores destacam conquistas históricas, como a erradicação do analfabetismo e a democratização do ensino superior, mas alertam para a obsolescência do atual modelo industrial face à inteligência artificial. Defendem acerrimamente a autonomia real das escolas, criticando a centralização excessiva do Ministério da Educação e a rigidez burocrática que impede a inovação pedagógica. O debate foca-se na necessidade de substituir a uniformidade por um sistema que valorize o talento individual, a criatividade e a liberdade de escolha das famílias. Por fim, exploram-se alternativas para o acesso à universidade e novos modelos de aprendizagem, como o da Escola 42, que privilegiam a agência do aluno. O texto sublinha que a educação deve preparar os jovens para um futuro imprevisível, exigindo uma rotura com o dogmatismo estatista.

  • Guia Essencial: Termos Fundamentais da Inteligência Artificial

    05/08/2026 Duración: 10min

    Em julho, uma investigação da organização AI Forensics mostrou que a maioria dos modelos de edição de imagem alojados no repositório Hugging Face aceitava, sem qualquer restrição, instruções simples para «despir» pessoas em fotografias — incluindo menores (Infobae, 2026). A notícia correu depressa, como corre sempre que a inteligência artificial produz uma imagem que não devia existir. O que corre menos depressa é a compreensão do vocabulário que permitiria a qualquer professor, bibliotecário ou encarregado de educação perceber exatamente o que aconteceu: o que é um modelo, o que o distingue de um algoritmo, porque é que uns sistemas aprendem com exemplos rotulados e outros sem eles. Sem esse vocabulário, cada notícia sobre IA chega à escola como um episódio isolado, em vez de um caso concreto de um mecanismo que se pode explicar e, por isso, discutir com fundamento.

  • Como a Inteligência Artificial funciona realmente

    05/08/2026 Duración: 27min

    A revista WIRED reuniu, em edição japonesa, um vocabulário de trinta e três termos sobre inteligência artificial. Este artigo detém-se nos treze primeiros — os que explicam o que é, afinal, um modelo de IA e como ele aprende — e traduz esse vocabulário para o que interessa a uma escola portuguesa: decidir com que palavras se fala de uma tecnologia que já está na sala de aula.

  • Tecnologia educativa: o que realmente funciona, segundo uma síntese do Banco Mundial

    04/08/2026 Duración: 07min

    Uma nova nota de orientação do Banco Mundial reúne, pela primeira vez de forma sistemática, a evidência sobre que tipo de tecnologia educativa melhora efetivamente a leitura e o cálculo nos primeiros anos de escolaridade. O documento nasce de contextos de baixo e médio rendimento, mas as suas conclusões sobre o que faz uma ferramenta digital funcionar — ou falhar — dizem respeito a qualquer escola que hoje decida comprar uma aplicação, testar um chatbot ou adotar uma plataforma de leitura.

  • A tecnologia não ensina a ler sozinha

    04/08/2026 Duración: 27min

    Tecnologia educativa: o que realmente funciona, segundo uma síntese do Banco MundialUma nova nota de orientação do Banco Mundial reúne, pela primeira vez de forma sistemática, a evidência sobre que tipo de tecnologia educativa melhora efetivamente a leitura e o cálculo nos primeiros anos de escolaridade. O documento nasce de contextos de baixo e médio rendimento, mas as suas conclusões sobre o que faz uma ferramenta digital funcionar — ou falhar — dizem respeito a qualquer escola que hoje decida comprar uma aplicação, testar um chatbot ou adotar uma plataforma de leitura.

  • Redefinir a inteligência

    03/08/2026 Duración: 08min

    Onde se analisa o ensaio do filósofo Daniel Innerarity, que propõe uma visão crítica e equilibrada sobre a inteligência artificial, afastando-se tanto do deslumbre tecnológico como do medo apocalíptico. A obra argumenta que estas ferramentas não substituem o pensamento humano, mas antes evidenciam a importância de faculdades exclusivas como o senso comum, a reflexividade e a capacidade de decidir perante o imprevisto. No contexto educativo, o autor destaca que delegar tarefas em algoritmos baseados em padrões passados pode comprometer a autonomia e a criatividade necessária para a mudança social. Assim, o recurso a estas tecnologias exige uma literacia crítica que defina onde termina a utilidade da automação e onde deve começar o julgamento humano soberano. Em suma, o texto apresenta a inteligência artificial como um desafio à nossa capacidade de fazer perguntas e de preservar a diversidade interpretativa essencial à democracia.

  • O perigo de nos tornarmos máquinas previsíveis

    03/08/2026 Duración: 14min

    Um ensaio premiado do filósofo Daniel Innerarity recusa tanto o entusiasmo ingénuo como o pânico apocalíptico face à inteligência artificial, e propõe uma terceira via: pensar com rigor o que estas tecnologias realmente mudam. Para quem trabalha numa escola, o interesse não está na tecnologia em si, mas nas perguntas que ela reabre sobre o que significa decidir, avaliar e conhecer.

  • O método do mapa mental

    03/08/2026 Duración: 08min

    Publicada originalmente em 1993 e revista várias vezes desde então, «El libro de los mapas mentales» continua a ser a obra de referência de um método que Tony Buzan começou a esboçar nos anos sessenta do século XX. Para quem trabalha numa escola, o interesse do livro não está só na técnica de desenhar ramos coloridos à volta de uma palavra central — está em separar, com cuidado, aquilo que a proposta tem de sólido daquilo que a neurociência entretanto reviu, e em transformar o resultado numa atividade concreta de sala de aula.

  • O Método do Mapa Mental

    03/08/2026 Duración: 33min

    Publicada originalmente em 1993 e revista várias vezes desde então, «El libro de los mapas mentales» continua a ser a obra de referência de um método que Tony Buzan começou a esboçar nos anos sessenta do século XX. Para quem trabalha numa escola, o interesse do livro não está só na técnica de desenhar ramos coloridos à volta de uma palavra central — está em separar, com cuidado, aquilo que a proposta tem de sólido daquilo que a neurociência entretanto reviu, e em transformar o resultado numa atividade concreta de sala de aula.

  • O despertar da Europa

    23/07/2026 Duración: 08min

    Há entrevistas que valem menos pelas respostas do que pelo lugar de onde são dadas. A conversa que Carmen Gómez-Cotta e Pablo Blázquez publicaram na revista Ethic a 20 de julho é uma dessas. Ana Palacio nasceu em Madrid em 1948, foi eurodeputada entre 1994 e 2002, tornou-se a primeira mulher a ocupar o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol entre 2002 e 2004, integrou o presídio da Convenção sobre o Futuro da Europa, dirigiu o departamento jurídico do Grupo Banco Mundial entre 2006 e 2008 e ensina hoje na Escola de Serviço Externo da Universidade de Georgetown. É, portanto, alguém que ajudou a redigir a arquitetura que agora diagnostica — e essa dupla condição, de arquiteta e de crítica, dá ao texto um peso que raramente se encontra em comentário geopolítico corrente.

  • A Europa armada apenas com regulamentos

    23/07/2026 Duración: 16min

    A revista espanhola Ethic publicou a 20 de julho uma conversa longa com Ana Palacio sobre o estado da Europa. A tese é dura e cabe numa frase: o continente construiu o melhor projeto coletivo da segunda metade do século XX debaixo de um guarda-chuva de segurança que não era seu, e agora que o guarda-chuva se fechou continua a responder aos desafios com a única ferramenta que aprendeu a usar — o regulamento.

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