Jorge Borges

Inteligência dialógica

Informações:

Sinopsis

Há uma pergunta que muitos professores fazem baixinho, quase com receio de a formular em voz alta: se a inteligência artificial já responde melhor do que os alunos nos testes, escreve melhores ensaios e resolve problemas que levariam horas a um estudante — para que serve, afinal, o que ensinamos?A questão não é retórica. É a pergunta central de um artigo recentemente publicado no Journal for the Study of Education and Development: Infancia y Aprendizaje, da Universidade de Cambridge, pelo investigador Rupert Wegerif. O título, «Dialogic Intelligence: Rethinking What Education Is for in the Age of AI», é uma declaração de intenções: não se trata de gerir a disrupção, mas de repensar, com seriedade, o propósito da educação.