Jorge Borges

O custo invisível das contas certas

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Sinopsis

Onde se analisa a acentuada degradação do investimento público em Portugal, sublinhando que o stock de capital estatal regrediu para níveis do início do milénio. O autor argumenta que o equilíbrio das contas públicas foi alcançado à custa da negligência de infraestruturas essenciais, como hospitais e redes de transporte, em favor do aumento de gastos com salários e prestações sociais. Esta estratégia resultou numa dependência excessiva de fundos europeus, retirando autonomia ao Estado para definir as suas próprias prioridades estratégicas nacionais. O artigo alerta que a falta de manutenção dos ativos públicos funciona como um défice oculto que compromete o crescimento económico futuro e a qualidade dos serviços. Em suma, Portugal é descrito como um país que consome o seu património para financiar o presente, sacrificando a competitividade e o bem-estar das gerações vindouras.